Uma Ilha, chamada Parintins.

Nasci em uma ilha, numa casa na beira do rio, na floresta amazônica .Daí eu sempre imaginava como seria viver numa ilha, já que sai ainda bebê da minha, para vir morar na linda Macapá.

O tempo passou, a vida mudou e fui parar de novo em uma ilha. Dentro do avião que me levava, eu matutava: como será que vou me acostumar a viver num lugar em que o povo ama um boi vermelho e um boi azul?

Credo em cruz, Ave Maria! Me ajude Nossa Senhora a ser dócil, companheira, amiga das pessoas e me ensine a aceitar o que não posso mudar.

Era um tempo triste . Clóvis havia partido há poucos dias. Carolina precisava trabalhar e tínhamos Lara que nem andava ainda.

É claro que eu não estava interessada em nada. Ia e vinha, conhecendo pessoas, mas na verdade , eu não via ninguém .

Até que na missa do sétimo dia do nosso luto dei de cara com uma igreja : Sagrado Coroação de Jesus. Foi amor à primeira vista. Quando entrei, enxerguei escrito : Porta da Misericórdia. Pronto! Misericórdia era o antigo nome da cidade onde Clóvis nasceu e isso era com certeza uma mensagem dos céus me tranquilizando e me mostrando que eu iria entender o por quê de tanta coincidência.

Paróquia Sagrado Coraçao de Jesus, Parintins.

Um segredo:

Parintins é banhada pelo meu velho conhecido rio Amazonas. Tem um maravilhoso por de sol, floresta, muto peixe e tantas coisas mais que chega à ser pávula.

O povo é culto e ou procura ser. Cada moça bonita que os forasteiros que vão pra lá, não resistem e sempre acabam se casando com uma delas.

Conheci pessoas incriveis. Tem o Ceará da cocada e cortador de grama. Tem o Joel,  grande músico ,autodidata,irmão de nossa querida Elizete.Tem  Jô , muito boa na cozinha. Tem a Walmira, mãos  de fada nas costuras e fantasias. Tem Seu José do Porto, sempre pronto para trazer as encomendas; a Linda que faz unhas maravilhosas; a Patricia e seu Claudiney no comando do Contemporâneo com seu bufê maravilhoso; Seu Bal, um senhor muito educado e feliz que vende o açaí do Pará. Tem também a Haaby e o Jamil, professores de natação.

Tem muita gente boa de verdade e não consigo falar sobre todos. Por isso, vou falar de uma grande amiga que foi a pessoa que me ensinou a amar de verdade Parintins: Dona Sinamor. Esposa de Seu Brelaz e mãe da Patrícia, da Nilza e da Thasila. Sobretudo, avó da Gigica, amiguinha de Lara.

Tempo de festa.
Lara, Sinamor e Carmem.

Ah! O segredo…

É você ir prá lá. Escolher seu boi bumbá e amar.

De preferência , escolha o vermelho, pelo qual me apaixonei e continuo a cantar: Meu coraçao é vemelho, vermelho…como canta a Fafá.

3 comentários em “Uma Ilha, chamada Parintins.

  1. Congratulações pelo texto! também fui visitar a mana Carmem e família na famosa ilha Parintins, cheguei a conhecer alguns dos personagens que ela, tão bem, descreve no texto. Meu coração, vencido pela toada do povo, apaixonou-se pelo o Boi Vermelho. O Azul, de Lara e de seu pai Júnior, também é muito garboso.mas não tem o ardor do vermelho. Foram dias maravilhosos! Muito obrigada a todos!

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